terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Rio: Um Mergulho no Inferno: Entenda a Genealogia do Desastre

Recapitular o que aconteceu nos últimos 35 / 40 anos na política do Rio
de Janeiro ajuda a entender como descemos ao inferno.

Para que a postagem não reste quilométrica, vou me ater aos
governadores, (certamente que os prefeitos e o Governo Federal tiveram
grande parcela de culpa, mas isso fica para outro momento).

Comecemos por Brizola, a origem de todo mal, o "ovo da serpente".

Esquerdista feroz, getulista radical, de personalidade autoritária e
carismática, incompetente, demagogo e populista insuperável. Brizola foi
uma "hecatombe política".

Os terríveis efeitos de seu "socialismo moreno" ainda hoje deterioram e
danificam nosso tecido social.

Ele era cunhado de João Goulart, esse, ao seu turno, ex ministro de
Getúlio Vargas, em 1953, e ex presidente, entre 1961 e 1964 (afastado
pelos militares).

Em suma, Brizola não era corrupto, mas a bandidolatria certamente
começou com ele!  É ali que o "Comando Vermelho" ganha musculatura.

Além disso, Brizola não apenas deu o aval, como incentivou a desordem
urbana e a favelização se alastrou dramaticamente.

Para sintetizarmos o pensamento vigente, o pseudointelectual e duble de
antropólogo Darcy Ribeiro, então vice-governador, expunha sua visão de
mundo: "Favela não é problema, é solução".

Ali foi o ponto de inflexão, pois a partir de Brizola o Rio de Janeiro
nunca mais se recuperou.

A metástase populista que necrosou a política fluminense teve
continuidade. O bastão foi passado ao senhor Wellington Moreira Franco,
que governou entre 1987 e 1991.

Na juventude Moreira Franco foi ligado aos comunistas da Ação Popular,
grupo revolucionário de orientação marxista maoísta.

Em 1969 Franco casou-se com Celina Vargas do Amaral Peixoto, neta de
Getúlio Vargas e filha de Alzira Vargas do Amaral Peixoto e de Ernâni
Amaral Peixoto.

Amaral Peixoto foi interventor de Getúlio Vargas no antigo Estado do Rio
de Janeiro, de 1937 a 1945, e governador desse Estado de 1951 a 1955.

Cabe aqui lembrar que a cidade do Rio era Capital Federal (Distrito
Federal) e o antigo Estado do Rio tinha Niterói como capital.

Com a criação de Brasília (1960), a cidade do Rio tornou-se Estado da
Guanabara.

Em 1974 o antigo Estado do Rio e o Estado da Guanabara sofreram uma
fusão e a Capital desse Novo Estado do Rio de Janeiro passou a ser a
Cidade do Rio de Janeiro.

Voltando ao Moreira Franco, sendo ele genro de Amaral Peixoto, chegar ao
governo do Estado foi tarefa relativamente fácil.

Amaral Peixoto e seu genro Moreira Franco encarnam o populismo de centro
esquerda, ao melhor estilo getulista.

Paralelamente, do outro lado da Baía da Guanabara, Chagas Freitas
governou o Estado da Guanabara (1971-1975) e, após a fusão, foi
governador do novo Estado do Rio (1979-1983).

Sintetizo a figura de Chagas Freitas dizendo que ele era a versão
carioca do famoso governador paulista Ademar de Barros, político que deu
origem ao bordão "rouba, mas faz".

Chagas Freitas consolidou seu domínio dentro do MDB guanabarino e, com a
transformação em PMDB dividiu poder com Amaral Peixoto.

Amaral Peixoto e Chagas Freitas deram forma, corpo e alma ao MDB, atual
PMDB de Picciani, Sergio Cabral, Pezão e Eduardo Paes.

Espero que você tenha entendido porque o PMDB do Rio, sendo herdeiro
destas pavorosas tradições, é tão populista, fisiológico, corrupto,
demagogo e patrimonialista.

Mais recentemente Moreira Franco foi representante do PMDB na
coordenação da campanha de Dilma Rousseff à presidência da República,
ocupando posteriormente o cargo de Ministro no governo do PT.

Agora Moreira Franco é braço direito de Michel Temer. Acho que isso é
autoexplicativo.

Dando prosseguimento, temos o advogado Marcelo Alencar.

Esquerdista desde os tempos de Getúlio Vargas, Alencar foi fiel
escudeiro de Brizola, lhe sucedendo no segundo mandato.

(OBS: aos mais jovens é bom lembrar que Brizola governou por dois
mandatos alternados. A sequencia é: Brizola - Moreira Franco - Brizola -
Marcelo Alencar).

Por óbvio, Alencar implantou, com algumas poucas variantes, o conhecido
receituário centro-esquerda em sua gestão à frente do Palácio Guanabara.

Nessa trajetória, após Alencar, são inesquecíveis os nomes de Anthony
Garotinho e Rosinha Matheus, ambos casados entre si e ambos governadores
em sequência.

O casal Garotinho é oriundo do interior do Estado e seu estilo de fazer
política resulta da influência, por um lado, de Amaral Peixoto e, por
outro, de Brizola.

Como nota final o Casal Garotinho mistura - sem qualquer pudor -
política e fé evangélica.

Entremeando o governo de ambos, temos o PT no comando do Estado.

Benedita da Silva – com seu indefectível slogan "Mulher, Negra e
Favelada" - nos dá o tom de sua cosmovisão política.

Militante histórica do petismo e dos movimentos raciais, por ser vice de
Garotinho, assume quando este se lança à Presidência da República em 2002.

Posso sintetizar dizendo que ela foi a mulher errada, no lugar errado,
na hora errada. Trata-se de pessoa de modesta inteligência e reduzida
capacidade de entender relações da causa e efeito.

Depois disso não restava quase nada do Rio de Janeiro.

Foi nesse momento que as portas se abriram para o saqueador Sérgio
Cabral Filho e sua trupe dessem o tiro de misericórdia.

Seu bando roubou tudo, sem dó ou piedade, sem clemência ou compaixão!

Cabral governou o Rio não uma, mas duas vezes, em tenebrosos mandatos
consecutivos (a reeleição era permitida).

Cabral - cuja ganância assume proporções apocalípticas e a capacidade de
mentir é típica dos psicopatas - foi o maior bandido a ocupar o cargo de
governador até hoje.

Oriundo das piores tradições chaguistas do PMDB, tem sua trajetória
política ligada à agenda da centro esquerda demagógica e populista.

Ele é filho do jornalista Sérgio Cabral, conhecido militante esquerdista
e fundador do jornal "O Pasquim", criado em 1969.

Cabral é contra-parente do Senador mineiro Aécio Neves, que também
responde graves acusações de corrupção na Lava-jato.

Aécio Neves, por sua vez, é sobrinho neto de Tancredo Neves, ex Ministro
da Justiça durante o governo de Getúlio Vargas (sempre o maldito Getúlio
Vargas).

Essa longa e grotesca corrente de diferentes tipos de esquerda
(getulista, chaguista, peixotista, brizolista ou petista) deságua agora
em Pezão!

Pezão dispensa maiores comentários. Um homem de poucas qualidades. As
poucas que possui estão muito bem escondidas.

Após tudo isso, espero que você tenha entendido como chegamos nessa
situação de absoluta calamidade pública.

Como descemos ao inferno? Resposta: como demonstrado, foram diversos
tons de vermelho que nos fizeram mergulhar no inferno!

01 - Esses políticos não vieram de Marte.

02 - O que nos trouxe até aqui foi o excesso de malandragem, a exagerada
malícia, o espírito de vadiagem. A cultura da esperteza, do jeitinho, da
vontade de levar vantagem, de burlar as regras...

Em suma: vai malandra... vai malandra...

03 - A parceria "Cabral - Lula - Dilma" é um (terrível) capítulo à parte.

04 - Nossos prefeitos também foram ligados ao esquerdismo, mas isso fica
para outra postagem.

05 - O melhor governador que tivemos foi o saudoso Carlos Lacerda, mas
isso é outra história. Meu amigo Lucas Berlanza pode nos contar melhor
sobre isso.

06 - A única esquerda que ainda não governou o Rio nesses 40 anos foi a
esquerda ultra radical, ao estilo PSOL, PCdoB e PSTU.

Nada é tão ruim que não possa piorar. - (Professor Loryel Rocha)

(ap. Ely Silmar Vidal - Teólogo, Psicanalista, Jornalista e presidente
do CIEP - Clube de Imprensa Estado do Paraná)

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Mensagem 250218 - Rio: Um Mergulho no Inferno: Entenda a Genealogia do
Desastre - (imagens da internet)

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